Arquivo do dia: 27/02/2011

27/02 – Sakkara e as Pirâmides

Eu só tinha mais uma manhã no Cairo, então marquei com a Amina às 8:30am para irmos a Sakkara e terminarmos a manhã nas pirâmides de Giza. Antes de sair, passei no caixa automático do hotel para tirar dinheiro. O caixa automático acabou engolindo o dinheiro e confirmando a operação! Acabei perdendo quase uma hora discutindo com o pessoal do banco até conseguir uma declaração de que de fato o dinheiro havia ficado preso e que se a operação não fosse cancelada, eles me ressarciriam. Acabamos saindo bem atrasados…

Em Sakkara, apesar de estarmos atrasados fui o primeiro ticket vendido no dia! A correria atrás de mim era sufocante. Imaginem uma quantidade de ambulantes suficientes para atender a mil turistas por dia e só eu lá! Camelos, burricos, cartões postais, papiros, miniaturas de esfinges e pirâmides… em fim: o que vocês imaginarem me ofereceram. Um inferno! Mas tudo bem. No fundo, eu ficava mais penalizado por eles do que irritado.

Na primeira parada, vi um cavalinho meio-árabe que gostei e resolvi dar uma volta. Óbvio que na volta alguns ambulantes queriam que eu desse volta no camelo, no burrico, tirasse foto com o anão, e daí por diante… mas tudo bem. O importante é que tive uma prévia do que seria o passeio no deserto que eu queria fazer na Jordânia!

Os locais continuavam abordando a Amina para perguntar se o turismo havia voltado, mas o mais engraçado era a quantidade de gente que pedia para tirar foto comigo! Era pior do que no interior da China! Perguntei à Amina se aquilo era normal, e ela disse que não. Segundo ela, havia dois motivos. O primeiro era que não havia turistas no Egito na fazia algum tempo, e eu representava a esperança da volta do turismo. O segundo é que eu era parecido com um ator Egípcio muito famoso (um tal de Ahmed Ezz), e por isso todo mundo queria tirar as fotos. Não dei muita trela, mas depois de até os soldados do exército pedirem para tirar foto, fiquei curioso e fui checar a fuça do meu suposto sósia na internet. Olha… vou dizer que talvez o branco do olho seja parecido. Nada a ver mesmo! Quem me dera fosse sempre assim, né? rsrsrs De qualquer forma, vou colocar uma foto do cara aqui no post e vocês me dizem o que acham. Olha ele aí…

Ahmed Ezz - ator Egípcio e meu sósia, segundo a Amina

Passamos a manhã visitando os diferentes complexos de pirâmides de Sakkara. Entre elas, a primeira pirâmide a ser construída – pelo Rei Idot, a 4800 anos atrás! – Essa ainda era feitaem degraus. Apósuns 200 anos o Faraó Snofru, que não queria ficar para trás, construiu em Dashur a primeira pirâmide contínua, que na verdade é uma cobertura adicional de alabastro – ou se vocês preferirem, o equivalente àquele tapa de massa fina do tempo dos faraós – Para mostrar que era bom mesmo, ele não fez uma, mas duas pirâmides para si próprio!

De lá fomos para Giza ver as famosas pirâmides de Kheops, Kefern, e Mycernous. Para quem não sabe, essas são aquelas pirâmides famosíssimas que sempre aparecem nos filmes e documentários sobre o Egito, do lado da Esfinge. São famosas pela sua grandiosidade, com 146m, 137.5m, e 62m, respectivamente. A curiosidade é que nos filmes, as pirâmides parecem estar no meio do deserto, mas na verdade estão praticamente dentro da cidade.

Entrei na pirâmide de Kheops, que é a mais famosa, e apesar de ser proibido (como estava sozinho), não resisti e tirei umas fotos lá dentro. Aqueles túneis minúsculos são realmente impressionantes, além do fato de as pirâmides serem finalizadas já com grande parte do tesouro do faraó lá dentro! Falando sobre as tumbas dos Faraós, descobri que o Rei Tutankhamun, ou simplesmente “King Tut”, como eles o chamam – talvez o mais famoso Faraó da história – foi na verdade um rei praticamente irrelevante na história do Egito antigo. Na verdade começou o seu “reinado” aos 9 anos de idade e morreu aos 18. Ou seja: mandar mesmo, lhufas! A razão de tamanha fama veio depois da morte, pois a tumba do King Tut foi a única até hoje a ser achada intacta, e foi essencial para permitir-nos conhecer mais sobre o processo de sepultamento e tudo o que envolvia um túmulo de um faraó.

Bom… isso encerrava o meu breve período no Cairo, pois eu ainda queria passar alguns dias mergulhandoem Sharm El-Sheikh. Fui para o aeroporto perto da hora do almoço e acabei chegando em Sharm no final da tarde. Lá, fui direto para a Aqua Nabq, a escola de mergulho líder de recomendações no TripAdvisor,em Nabq Bay.

O meu plano era fazer um Live Aboard, onde você fica num barco durante alguns dias e faz vários mergulhos por dia. Porém, chegando lá descobri que os meus planos não funcionariam, pois não havia muitos turistas, e pagar toda a estrutura de um barco (marinheiro, instrutor, cozinheiro, etc) só para mim estava fora de questão. Já que não poderia fazer o Live Aboard, espremi o pessoal da Aqua Nabq  que me fizeram um pacote de 10 mergulhos a um preço fantástico! Pedi sugestão de um hotel barato, e disseram que me levariam ate lá. Eu precisava pegar a minha mala no táxi na frente do hotel – em Sharm, as escolas de mergulho ficam todas na praia, dentro dos Resorts, e o meu táxi estava lá na portaria com a minha mala – esperei cerca de 40 minutos na portaria, e nada de eles aparecerem! Eu sabia que a loja já havia fechado e eu ainda não tinha um número de celular local do Egito, então acabei demorando para conseguir falar com eles de volta.

Depois de um certo perrenguinho, consegui falar com o dono da Aqua Nabq, que foi atrás do cara que tinha falado comigo. Justificaram que haviam ficado me esperando, mas eu não apareci – mentira, mas tudo bem – e explicaram ao meu motorista como chegar ao hotel que haviam sugerido.

O lugar era na verdade um albergue, mas pela recepção, era o albergue mais chique que eu já havia visto! Inteirinho em mármore e granito! Fiz o check-in e fui para o meu quarto, para ter a desagradável surpresa que eu estava na verdade num moquifo de quinta! Eu não sou um cara fresco, mas o quarto era uma nojeira! O colchão fininho, até vá lá, mas o banheiro não tinha porta, que dirá box! Em fim… estava ali no meio do nada , sem internet, e seria meio difícil conseguir outro taxi, então resolvi dormir ali mesmo.

Precisei sair para comprar um adaptador de tomada e tive pelo menos uma boa surpresa: ao contrário do Cairo, em Sharm todo o comércio ficava aberto até meia noite! Consegui o meu adaptador rapidinho!

Voltando ao albergue, tive mais uma surpresa desagradável: não havia papel higiênico no banheiro! Foi um certo desespero, mas o perrengue mesmo veio no dia seguinte…


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