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01/03 – Sharm El-Sheikh – Mergulho, Kite e Balada!

Logo de manhã, já fui até a escola de mergulho do meu hotel (Grand Blue) e fechei um pacote de uns 8 mergulhos. Por sorte, havia uma parede de 30 metros de profundidade exatamente na frente do meu hotel. O nome era Pinky Wall, em referência à diversidade de cores dos corais e peixes. A nossa saída seria a partir de um deck na frente do hotel, e logo na saída o Ramy (meu instrutor) deixou a máscara cair na água! Por sorte a profundidade nesse pedaço era menor (uns 8 metros) e desceu com a minha máscara e conseguiu buscá-la. Óbvio que não me causou uma boa impressão, né? De qualquer formar, achei que valeu muito a pena ficarmos por ali mesmo. Poderíamos ter feito o segundo mergulho também na Pinky Wall, mas decidi ir para o outro lado (Amproras). Esse já era um drift dive (mergulho à deriva, onde você inicia num ponto e termina em outro). O mergulho foi ok, mas não me impressionou muito, principalmente depois da Pinky Wall.

Como eu não poderia fazer o Live Aboard, achei que seria bacana passar a semana fazendo um mix de mergulho e Kite Surf. Fui almoçar, e à tarde fui à Kite Junkies – a escola de Kite mais famosa de Sharm El-Sheikh, em Nabq Bay. Negociei um pacotinho para o primeiro e segundo níveis e conheci o Hatem, que seria meu instrutor. Gente finíssima!

Descobri que todos os alunos novos têm que usar um capacete amarelo ridículo, que deve ter mais ou menos o seguinte significado: “Perigo! Prego na água!!” Eu achava que aquilo não poderia ser tão difícil, e de fato toda a parte teórica e a parte de controlar o Kite foi tranqüila, até começar os exercícios de ser arrastado. A partir daí começou o show de horror! O Kite estava puxando demais, e depois de ver a minha dificuldade, o Hathem tentou e também não conseguiu controlar o Kite. Foi aí que percebeu que o nosso Kite não estava adequado para as condições do vento e decidiu trocar o Kite. Demorou tanto que mudamos os planos, saímos da água, e fizemos a segunda parte da aula na areia. O que eu queria mesmo era pegar a prancha, mas a verdade é que ela ainda estava bem longe de mim…

Primeira Aula de Kite - Sharm El-Sheikh, Egito

Depois da aula fui para o hotel. Estávamos em plena terça-feira, mas eu estava a tanto tempo sem uma baladinha sequer, que resolvi dar uma checada no que estava acontecendo na cidade. Após o jantar rolou um show de dança do ventre.

Depois do show, lá fui eu para o centro conhecer a tão falada balada de Sharm El-Sheikh. A primeira balada que eu entrei foi a Pacha. O lugar é gigantesco (acho que maior que a de Ibiza) e estava tocando um house legal, mas só um quinto do lugar estava sequer iluminado, dada a pouca quantidade de gente que tinha ali – no máximo uns 30 gatos pingados! Dali, fui para a Hard Rock. Também era mais ou menos como todas as outras Hard Rock que abrem como balada, mas era como uma visita ao zoológico: cheio, mas com todo tipo de espécies que se pode imaginar! Para dar uma idéia do naipe, quando cheguei estava rolando uma dança das cadeiras! Achei melhor tentar o próximo. Era o Little Budda180. Estava mais cheio que a Pacha, mas também um povo esquisito, e música ruim. Acabei voltando para a Hard Rock e ficando por lá até umas 3:30 da manhã.


26/02 – Cairo após a revolução

Acordei cedo e liguei para o Khaled – o guia campeão de recomendações no Tripadvisor – mas ele não podia trabalhar, pois iria participar das “demonstrações”. Para posicionar vocês no tempo, estamos cerca de uma semana após a queda do Mubarak. Isso sem dúvida acalmou os ânimos no Egito, que estava em pé de guerra, porém a população não estava satisfeita em ser governada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas por seis meses, como havia “ficado combinado”.

Confesso que fiquei surpreso com o fato de Khaled recusar trabalho para fazer parte das demonstrações, principalmente pois eu vinha acompanhando de perto a situação no Egito desde o início da Revolução. Em resumo, o turismo de estrangeiros no Egito tinha chegado a praticamente a zero, e para quem vive de turismo como ele, isso significava estar sem renda a quase dois meses! E ainda assim, preferia participar dos protestos a trabalhar! Isso foi algo que custei um pouco a entender.

Em fim… Como não poderia me ajudar, o Khaled me recomendou a Amina, que na verdade era a número dois em recomendações no TripAdvisor. Negociamos um pouco e acabamos fechando um dia e meio, que era o tempo que eu teria no Cairo, por USD200, incluindo todos os ingressos e o motiorista a disposição durante todo o período.

Durante o trajeto vi diversas vezes carros estacionados em fila dupla e aquilo não parecia fazer muito sentido. Perguntei à Amina como os carros bloqueados faziam para sair. A resposta foi imediata: “É só empurrar!” Os carros ficam sem o freio de mão puxado, do mesmo jetio que na orla no Rio, Guarujá, etc. Então, basta empurrar um pouco e os carros que estão presos conseguem abrir espaço para sair. A diferença é que aqui isso acontece em tudo quanto é lugar!

Apesar de o Mubarak já ter caído, era possível ver o exército nas ruas em vários locais diferentes. Ainda antes de chegar à nossa primeira parada, vi o prédio do National Party (partido do Mubarak). Havia sido completamente queimado durante a revolução! Pedi para passarmos ali perto e aquela imagem, junto com os tanques de guerra na rua foi forte que não deixava dúvidas sobre o clima de guerra… Lembro que durante a infância tive um período de verdadeira fascinação pelo Egito antigo e a civilização da época dos faraós, mas não vou negar que a revolução e a sensação de ver a história sendo escrita estava me interessando ainda mais do que as pirâmides e a história antiga.

A Amina foi me contando sobre a revolução sob a ótica dela. Eu queria sair do carro e andar no meio das manifestações, mas ela insistiu muito para que eu não fosse. O máximo que consegui foi passar de carro pelas manifestações na Tahrir Square, com o corpo fora do carro. Ela justificou explicando que já prestes a cair, o Mubarak soltou todos os presos das cadeias, e que apesar de o exército estar na rua, ainda havia uma insegurança muito forte.

A nossa primeira parada foi o Museu do Egito (ou Museu do Cairo). Minha primeira lição foi que, ao contrário do que eu pensava, o turismo não é a principal fonte de renda do Egito. É a segunda! Alguém adivinha qual é a primeira?? Acertou quem disse Canal de Suez! É o maior canal artificial do mundo (com 163km) e é responsável por boa parte do leitinho das ciranças na terra das pirâmides!

Entre uma série de estátuas e artigos do Egito antigo, umas estátuas pequeninas me chamaram a atenção. Perguntei à Amina e ela me explicou que representavam pessoas fazendo cerveja! Quem diria… 2400 anos antes de Cristo! Eita olho clínico, hein! Rsrsrs Tudo bem… Também estavam fazendo pão, mas convenhamos: isso não tem a menor importância! O que importa mesmo é a cerveja!

Outra curiosidade sobre o Egito antigo é a importância dada aos anões, que são retratados em várias pinturas e estátuas. Eram importantes por serem joalheiros muito habilidosos, mas principalmente por divertirem os reis! First things first… A importância era tamanha que muitos eram “importados” da África. Outros que eram retratados em vários momentos eram os inimigos, representados na forma de negros, asiáticos, e brancos. Não me surpreende que o império Egípcio não tenha perdurado…

Durante a visita, falamos um pouco sobre os saques sofridos pelo Museu durante a Revolução, quando o Mubarak tirou a polícia de lá. O Ministro das Antiguidades havia vindo a público na semana anterior para dizer que após a recuperação de várias peças, apenas oito peças ainda estavam desaparecidas. Obviamente uma mentira deslavada! Eu vi prateleiras inteiras vazias. A estimativas da Amina, que vivia lá, é que ainda faltem cerca de 200 peças. Deve ser mais próximo do número real… Agora o exército estava fazendo a guarda do Museu. Não faziam controle das fotos, que são proibidas ali, mas na saída fomos revistados para garantir que não estávamos roubando nada.

A Amina é visivelmente apaixonada pela história antiga do Egito e isso obviamente enriquece muito a visita, mas pelo visto não percebe que é impossível gravar os nomes de todos os reis em meia hora. Além disso, fica o tempo todo pedindo para eu adivinhar as coisas. Imagina só: “Alex, adivinha porque os reis eram representados sempre segurando algo com o braço estendido?” ou “Adivinha porque os reis usavam tanto ouro nas esculturas se a prata era mais preciosa?” Óbvio que eu não sabia nenhuma resposta, mas ela sempre falava “Tenta! É fácil!” Posso dizer que depois da quinta pergunta irrita um pouco…

Do Museu fomos para Citadelle de Saladin. Havia tanques de guerra parados na entrada, e para minha surpresa a Amina pediu para tirar uma foto comigo no tanque (depois dela, foi a vez do motorista). A Citadelle foi construída no século 12 para proteger o Egito das cruzadas que atacavam Jerusalém naquela época. Como não haveria tempo suficiente para cortar pedras para a construção, usaram a cobertura mais externa das pirâmides. Naquela época os hieróglifos ainda não haviam sido decifrados e não se sabia muito sobre os faraós, portanto eles não sabiam o crime que estavam cometendo!

A Amina me perguntou se eu já tinha ouvido falar de Saladin. Eu disse que só aquilo que a gente come antes do “main coursin”… (infame, eu sei…) Era na verdade tratava-se de um Turco que comandou o Egito no século 12 e foi quem comandou a construção da Citadelle. Dentro da Citadelle, um grupo de estudantes pediu para tirar um foto minha com eles e um cartaz que dizia “Egito: terra de paz”.

A mesquita mais importante do Egito foi construída dentro da Citadelle por Mohamed Ali (não o lutador) e leva o nome dele. Foi construída toda em alabastro (uma espécie de mármore muito comum no Egito). Um aspecto interessante da decoração da mesquita é que nela podem ser encontrados motivos cristãos. A razão é que naquela época os melhores artistas eram cristãos, então Saladin os contratou para decorar a mesquita e eles aproveitaram para deixar gravados alguns toques cristãos, como ramos de vieiras.

Sentamos ali no meio da mesquita para a Amina me falar um pouco sobre a história do lugar. Num dado momento ela solta a seguinte pergunta:

– Alex, você acredita no “julgamento”?

Vendo que eu hesitava um pouco, ela insistiu e pediu minha opinião honesta.

– Não. – respondi meio seco

– Então você acha que as pessoas podem vir aqui, fazerem o mal que bem entenderem e vai ficar tudo bem?! – ela retrucou com um ar de satisfação, de que tinha me pego no contrapé.

Como ela disse que queria a minha opinião honesta, eu expliquei a minha opinião sobre como a religião havia sido usada repetidamente como ferramenta de controle de massas e que numa sociedade fortemente regida pela religião como a Muçulmana o conceito do “Julgamento” era uma forma eficiente de se controlar o comportamento das pessoas. Ela parou, pensou um pouco e falou um pouco cabisbaixa:

– Puxa… Eu nunca tinha olhado por esse lado. Acho que você tem razão.

Dali se seguiu uma longa conversa sobre religião, história, e a atual situação política no Egito… É engraçado, mas aquela conversa – sentado ali no chão, no meio de uma mesquita – foi um daqueles momentos especiais que marcaram a viagem, como aquela volta do Kilimanjaro na van, junto com os 15 carregadores que nos ajudaram a subir a montanha!

Saímos da Citadelle e fomos para o Mercado Khan El Khalili Market, que vende de tudo, de chá, a antiguidade. As poucas coisas que eu me interessei, a Amina me contou que vêm da China! A conseqüência é que ela era a única a gastar dinheiro. Comprou colar, deu dinheiro para as meninas, engraxou as botas, e eu lá quieto! Ela nos comprou uns falafels e tomamos um chá ali no mercado mesmo, enquanto o pessoal do lado fumava uma Shisha.

Durante todo o tour, desde o Museu, várias pessoas chegavam na Amina ao vê-la comigo perguntando se o turismo estava de volta. Ela não sabia responder… Muito da nossa conversa foi em torno da atual situação do Egito. Praticamente não havia turismo naquele momento, e era clara a apreensão de todos, dado o impacto econômico da ausência de turismo na vida deles. A economia do Egito é fortemente baseada no turismo, e sem turistas a situação econômica estava séria! Ao sairmos do nosso almoço (já no final da tarde), uma horda de meninos vinha atrás de mim tentando vender tudo o que você pode imaginar! Cheguei a receber ofertas malucas, como trinta colares por cinco dólares! Mas não comprei nada. Se sem comprar o assédio já era absurdo, imagine se eu comprasse algo!

Dali, fui direto para o hotel. Tinha combinado de jantar com uma amiga, mas eu estava sem telefone no Cairo e acabamos nos desencontrando, então fui jantar num restaurante perto do hotel e dormi antes da meia-noite para me preparar para amanhã…

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Note: I believe that by now the readers of the blog are all portuguese speakers. If you got until here and didn’t understand a thing, let me know and I will keep translating the posts.


Onde estou! (My location!)


Já começou com emoção! (It’s already a thrill!)

Oi galera! 

Durante os próximos dois meses é aqui que vou contar um pouco sobre a viagem na África, as lambanças que eu provavelmente vou fazer e também mostrar as maravilhas e bizarrices que cruzarem o meu caminho. 

Para ser honesto, eu ainda não sei que formato este blog vai ter, se vai ser um blog tradicional, se focarei nas peculiaridades e os aspectos culturais dos lugares em que vou passar, se ele vai ser tipo um guia de viagens sobre estes lugares, ou simplesmente um diário de bordo … Portanto, eu vou começar a escrever o que der na telha e vocês me dizer o que funciona ou não. 

Eu também não sei se vai fazer mais sentido escrever em Inglês ou em Português, mas em breve o público e os comentários no blog vão me dizer. Por enquanto, vou tentar fazer os dois (graças ao Google Translate!) 

Bom… Vamos para o primeiro episódio da viagem … As pessoas mais próximas sabem que eu não sou exatamente o cara mais organizado do mundo. Além disso, depois de viajar tanto a trabalho nos últimos anos, fui obrigado a aderir àquele ditado: “se você nunca perdeu um vôo, provavelmente tá gastando tempo demais em aeroportos”. Normalmente, eu tento chegar no aeroporto uns 40 minutos antes da decolagem para vôos regionais, e pouco mais de uma hora antes para vôos internacionais longos. Obviamente, isso não dá muita margem para imprevistos, mas até hoje tem funcionado. Apenas um vôo perdido na vida! 

Hoje eu estava planejando sair de casa três horas antes do meu vôo, o que me permitiria chegar no aeroporto de 1 a 1,5 horas antes do meu vôo. Acontece que eu perdi um carregador universal movido a energia solar que eu tinha ganho especialmente para esta viagem! Eu obviamente não queria sair sem ele, mas depois de uma hora procurando percebi que estava um pouco atrasado… Para resumir, acabei saindo de casa menos de duas horas antes de meu vôo! 

São Paulo estava num daqueles dias em que o trânsito tá simplesmente ridículo! Mesmo sintonizado no canal do trânsito o tempo todo mais meu pai no telefone checando rotas alternativas, sóconsegui chegar a meros 20 minutos antes do meu voo! Meu recorde absoluto até então tinha sido conseguir pegar um vôo de NY para SP chegando no aeroporto 25 minutos antes da decolagem, mas aquilo já havia sido sorte demais! Além disso, era 2001, eu estava com a companhia aérea no telefone no meu caminho para o aeroporto, e (o mais importante) que eu estava voando de executiva (o que não era o caso hoje!) Graças ao caos nos aeroportos em SP eu ainda tinha esperanças de que o vôo estaria atrasado, mas quando cheguei no aeroporto, não só o check-in já estava fechado, mas não havia mais ninguém da companhia aérea no balcão! Eu consegui encontrar o escritório deles e pedi para ser incluído no vôo. Depois de chamar a equipe de bordo pelo telefone, a atendente disse que “sem chance” de eu embarcar.

Já estávamos procurando lugar em outros vôos quando eu mencionei “Eu tenho esse cartão, ajuda?”. Era o cartão Ouro do programa de milhagem. Foi como se eu dissesse que amava a mulher! “Espera um minuto.” Ela voltou correndo e me trouxe pra uma salinha onde eles aceitaram tentar me colocar no vôo, se eu assumisse a responsabilidade de perder minha mochila (ou o próprio vôo). Eu corri pela imigração e controle de segurança em menos de cinco minutos e cheguei no avião, poucos minutos depois da hora de partida, mas eles estavam aguardando! 

Não estou particularmente orgulhoso de meu novo recorde, mas pelo menos posso dizer que esta viagem já começou com emoção, mesmo antes de chegar a África! Agora eu só preciso saber se vou ter a minha mochila quando eu chegar …

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Hi everybody!

During the next two months I’ll be using this place to tell you a little bit about the trip in Africa, all the mess I’ll probably do and also show you the wonders and bizarrenesses that cross my path.

To be honest I still don’t know what format this blog will have; if it will be a traditional blog, if I’ll focus on the peculiarities and cultural aspects of the places I visit, if it will be more of a travel guide about these places, our simply a logbook… I guess I’ll just begin writing whatever comes to my mind and you tell me what works and what doesn’t. I also don’t know if it will make more sense to write in English our in Portuguese, but soon enough the audience and comments on the blog will show me the way to go. For now I’ll try to do both languages (thanks Google Translate!)

So let’s jump to the first episode of this trip… The people close to me know that I’m not exactly the most organized guy. In addition, after having to travel so much for work in the past years, I had to adhered to that saying: “if you’ve never missed a flight, you’re probably spending too much time in airports”. I usually plan to arrive in the airport 40 minutes before take-off for regional flights, and a little more than an hour in advance for long international flights. Obviously, that doesn’t give you a lot of contingency time, but so far it has been working. Only one flight lost in my life! 

Today I was planning to leave home 3 hours before my flight, which would allow me to arrive in the airport 1 to 1.5 hours before my flight. It happens that I lost that amazing solar-powered universal charger that I had gotten specially for this trip! I obviously didn’t want to leave without it, but after one hour looking for it I realized that I was a little late… Long story short, I left home less than two hours before my flight!

São Paulo was in one of those days when the traffic was just ridiculous, and tuning the traffic channel, plus having dad checking for alternative routes on the phone didn’t help me arriving earlier than 20 minutes before my flight departure! My absolute record was managing to catch a flight from NY to SP arriving in the airport 25 minutes before departure, but that was already too lucky! IN addition, it was 2001, I was with the Airline on the phone on my way to the airport, AND (big and) I was flying business that time (not the case today!) Thanks to the chaos in the airports in SP I still had hopes that the flight would be delayed, but when I arrived in the airport, not only the check-in was already closed, but there was not anybody from the airline in the counter anymore! I managed to find their office and asked to be put in the flight. After calling the aircraft team she said “no chances”

We were already checking other flights when I mentioned “I have this card, if that helps”. It was the golden card of their mileage program. That worked better than saying I loved her! “Wait a second.” She came back running and brought me to this room where they accepted to try to put me in the flight at my responsibility of loosing my bag (or the flight itself). I ran through immigration and security check in less than five minutes and made it to the plane a couple minutes after the departure time, but they were still waiting!

I’m not particularly proud of my new record, but at least I can say that this trip is already a thrill even before reaching Africa! Now I just need too find out if I will have my bag when I arrive…


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